quinta-feira, 24 de abril de 2008

Chimarrão

Hoje fiz duas coisas que há muito não fazia.
Uma delas, certamente, foi escrever algo aqui no blog. A outra foi despertada por um momento imaginativo de uma tarde de sábado de tempos atrás, na Ermida Dom Bosco, à beira do lago tomando chimarrão com grandes amigos. E o que eu fiz hoje? Preparei o mate, a cuia, o topete e o mate zonzo. Esquenta a água. E um atrás do outro, tomei a garrafa inteira. 
Nós e a cuia, a térmica. Lembra os tempos de cursinho, os amigos que estão muito longe, os amigos que estão apenas afastados e a minha completa falta de tempo para relembrar tudo isso. Mas insisto em soltar a cuia apenas com a mão direita, como se estivessem todos aqui e eu não quisesse que fossem embora. E penso o que foram pra mim, se mais que boas lembranças. Qual a diferença que boas lembranças fazem na vida de uma pessoa se não passam de momentos de nostalgia? O que aconteceu ontem ou o que aconteceu há 15 anos? Quando vira algo que deixamos pra trás ou que levamos pra sempre?

 

domingo, 17 de fevereiro de 2008

What does it take?

Estou voltando a escrever e espero que não seja como das outras vezes, apenas fogo de palha. Quando eu era mais nova, eu costumava escrever todo santo dia. Uma vez fui ao Ceará de férias e, sem meu computador, quase enlouqueci até conseguir uns cadernos baratos e algumas canetas bic para registrar como estavam sendo os meus dias naquelas paragens do nordeste brasileiro.
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O hábito de escrever diariamente sobre como havia sido o meu dia, minhas impressões, meus amigos, deixou uma marca muito forte em minha memória. É como se eu tivesse vivido tudo mais intensamente, porque os detalhes até hoje são vívidos como se os fatos tivessem acontecido ontem à tarde. Até quando comecei a fazer cursinho para a UnB, continuei escrevendo. Foi um período interessante aquele, de novos amigos, traumas e muitas reflexões sobre o futuro. Eis que o futuro chegou e hoje tenho dificuldade de lembrar o que fiz há dois dias.

Não sei exatamente o que fez com que o número de posts diminuísse a cada dia. Até fiz um gráfico para tentar entender e aparentemente foi quando comecei a estagiar, ainda no NPJ do CEUB, que tudo aconteceu. Vai ver foi quando me começou a faltar tempo. Desde então, ainda não tive férias oficialmente, apenas recessos, feriados e folgas dado o bom coração de todos os meus chefes até hoje.


____Número de posts por mês, em 2005, 2006 e 2007

Fora isso, fico pensando ainda sobre como tudo na vida de um adolescente tem proporções gigantescas e que talvez por isso houvesse tanto o que escrever. Nesse meu retorno, ficarei feliz se conseguir escrever uma ou duas vezes por semana. E como é também da minha natureza não deixar nada para trás, ainda tentarei fazer um resumo do que o que ainda lembro de 2006 e de 2007.

O ano novo, contudo, já começou agitado. Ando realizando sonhos e chegando a certezas, mas por outro lado não sei o que esperar de mim e do meu futuro. Afinal, what does it take to be happy? Esses dias ouvi dizer que a resposta era amor. Piegas, eu sei. Mas quem disse que ser feliz não é piegas? Estou começando a ter certeza de que a felicidade está mesmo no que diz aquele filme que era o meu favorito aos 16 anos: the greatest thing you'll ever learn is just to love and be loved in return.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Goldfish Memory

You know goldfish have only a three second memory. That means if it takes 3 seconds to swim around the bowl, everything is new. Each time two goldfish meet it's like it's the first time. It's just like humans really. Each time we fall in love it's as if we're doing it for the first time. Some kind of chemical reaction kicks in and wipes out all the memories of how painful the last heartbreak was... and we think, "Wow! This is great, this is new, this is different!". Like women, forgetting the pain of childbirth. So we never change, or learn, or grow. We simply go round and round repeating the same mistakes until we die.
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What's the point?